Após a
algum tempo de calmaria, as perseguições reiniciaram com
mais intensidade.
Na
falta de auxílio humano, São Simão recorria à Virgem
Santíssima com toda a tristeza de seu coração, pedindo-Lhe
que fosse solícita à sua Ordem, tão provada, e que desse um
sinal de sua aliança com ela.
Na
manhã do dia 16 de julho de 1251,
suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo
sua proteção, recitando a bela oração por ele composta:
"Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem
fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos
Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!".
Terminada esta prece, levanta os olhos marejados de
lágrimas, vê a cela encher-se, subitamente, de luz. Rodeada
de anjos, em grande cortejo, apareceu-lhe a Virgem
Santíssima, revestida de esplendor, trazendo nas mãos o
Escapulário dizendo a São Simão Stock, com inexprimível
ternura maternal:
“‘Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem
como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive
para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de
salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de
uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será
preservado do fogo eterno’’.
Essa
graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares
onde os carmelitas estavam estabelecidos, e autenticada por
muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar
os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte
Carmelo.
São
Simão Stock atingiu extrema idade e altíssima santidade,
operando inúmeros milagres, tendo também obtido o dom das
línguas; foi chamado a pátria celeste por Deus em 16 de maio
de 1265.
Nossa Senhora voltou ao céu e o Escapulário permaneceu como
sinal de Maria. Na última aparição de Lourdes e de Fátima,
Nossa Senhora traz o Escapulário.
São passados mais de 750 anos, desde o dia 16 de julho de
1251. Todos os que trouxeram o Escapulário, com verdadeira
piedade, com sincero desejo de perfeição cristã, com sinais
de conversão, sempre foram protegidos na alma e no corpo
contra tantos perigos que ameaçam a vida espiritual e
corporal. É só ler os anais carmelitanos para provar a
proteção e a assistência de Maria Santíssima.
O Escapulário é a devoção de papas e reis, de pobres e
plebeus, de homens cultos e analfabetos. É a devoção de
todos. Foi a devoção de São Luis IX, de Luis XIII, Luis XIV
da França, Carlos VII, Filipe I e Filipe III da Espanha,
Leopoldo I da Alemanha, Dom João I, de Portugal.
E a devoção dos Papas:
Bento XV o pontífice da paz, chamou o Escapulário a "arma
dos cristãos" e aconselhava aos seminaristas que o usassem.
Pio IX gravou em seu cálice a seguinte inscrição: "Pio IX,
confrade Carmelita". Leão XVIII, pouco antes de morrer,
disse aos que o cercavam: "Façamos agora a Novena da Virgem
do Carmo e depois morreremos".
Pio XI escrevia, em 1262, ao Geral dos Carmelitas: "Aprendi
a conhecer e a amar a Virgem do Carmo nos braços de minha
mãe, nos primeiros dias de minha infância".
Pio XII afirmava: "É certamente o Sagrado Escapulário do
Carmo, como veste Mariana, sinal e garantia da proteção e
salvação ao Escapulário com que estavam revestidos. Quantos
nos perigos do corpo e da alma sentiram a proteção Materna
de Maria".
Pio XII
ainda chegou a
escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do
escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda -
escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma
'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar
a graça duma boa morte".
O Papa João XXIII assim se pronunciou: "Por meio do
Escapulário do Carmo, pertenço à família Carmelitana e
aprecio muito esta graça com a certeza de uma especialíssima
proteção de Maria. A devoção a Nossa Senhora do Carmo
torna-se uma necessidade e direi mais uma violência
dulcíssima para os que trazem o Escapulário do Carmo" Paulo
VI afirmava que entre os exercícios de piedade devem ser
recordados o Rosário de Maria e o Escapulário do Carmo.
O Papa João Paulo II era devotíssimo de Nossa Senhora e
coloca a recitação do Rosário entre suas orações prediletas.
Ele quis ser Carmelita. Defendeu sua tese sobre São João da
Cruz, o grande Carmelita renovador da Ordem.
John Mathias Haffert, autor do livro "Maria na sua Promessa
do Escapulário", entrevistou a Irmã Carmelita Lúcia, a
vidente de Fátima ainda viva e perguntou, por que na última
aparição Nossa Senhora segurava o escapulário na mão?
Irmã Lúcia respondeu simplesmente: "É que Nossa
Senhora quer que todos usem o Escapulário".
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