sexta-feira, 8 de julho de 2016

FESTA DE NOSSA SENHORA DO CARMO 2016 - ESTIVAS


Na manhã do dia 08 de Julho de 2016 deu-se inicio aos festejos em honra a Nossa Senhora do Carmo na Comunidade de Estivas em Guaraciaba do Norte-Ce, como de costumes um grupo de fieis da comunidade local realizou a procissão de abertura com imagem de Nossa Senhora do Carmo saindo da Capela ás 06:00hrs AM, indo ate a residência de Dona Aparecida, que reside no Alto dos Rodrigues parte Leste da Comunidade, na procissão foi conduzido também o mastro da bandeira que ficara exposta durante todo o período de festividade, essa é a 16º Festa a Nossa Senhora do Carmo, este ano a comunidade conta com a presença do Santíssimo Sacramento do Altar e também de varias comunidades do município local.  Período de agradecimento e receber muitas graças. 

Acól.Leandro Sousa  

terça-feira, 5 de julho de 2016

Biografia da Comunidade de Estivas



Fundada em Maio do ano 2000 a Capela de Nossa Senhora do Carmo esta localizada na comunidade de Buriti Apuá (Estivas) Zona Rural do Município de Guaraciaba do Norte, na Serra da Ibiapaba no Estado do Ceará, contendo em média uma população de mais de 600 habitantes, que estão difundidos em uma extensa área; a comunidade atualmente encontra-se dividida em três partes distintas no entanto reconhecida como sendo um todo, a primeira parte se encontra no lado Oeste da comunidade, conhecido pelos moradores como (Lagoa), a segunda parte esta localizado no centro das suas três composições, reconhecido pelos habitantes como (Estivas) e também por ser o cetro da comunidade onde se estabelece a Capela de Nossa Senhora do Carmo, e por fim a terceira parte que esta no lado Leste do território é chamada de (Alto dos Rodrigues), essas três partes se resumem em uma única comunidade sendo pois Estivas. Mas o que significa "ESTIVAS"? 

No inicio da existência da comunidade se tinha muitos problemas com grandes alagamentos nas vias carroçais (estradas) dificultando a passagem das pessoas, foi-se então que foi criado os estivados espécie de ponte utilizada para poder passar por cima desses alagamento, no qual ate hoje ainda se pode ver no caminho que interliga a comunidade de Estivas ao Destrito de Sussuanha, esses tipos de alagamentos, dai então veio o nome de Estivas. Mas enfim de onde surgiu a ideia de edificar uma capela? E porque colocar Nossa Senhora do Carmo como padroeira?

Por volta de 1998 já existia um grupo juvenil que se prolonga ate hoje, o grupo Jovens Caminhando com Cristo (JCC), segundo o fundador do grupo João Paulo Alves de Sousa, foi o grupo que teve a ideia de edificar a atual Capela, estavam dispostos a encarar esse grande desafio, e então se foi feito com grandes labutas, deram inicio a sua edificação, ainda em dias atuais é possível ver fotografias do dia de instalação da primeira pedra da Capela, que hoje se encontra abaixo do seu piso um gesto frequente e simbólico feito a partir do que Cristo falou a São Pedro "tu és pedra e sobre esta pedra eu edificarei a minha igreja"Mt 16,18.

O motivo que fez com que se fosse edificada a nova Capela, foi de um possível sonho no qual se tenha visto a imagem de uma mulher vestida por uma túnica marrom, um manto branco, no colo uma criança e na mão uma espécie de cordão, não sabendo que tipo de Senhora seria aquela recorreu-se ate o atual pároco Frei. João Manuel que ao ouvir o relato do sonho declarou que não seria outra a não ser a Bem Aventurada Nossa Senhora do Carmo; que trazia consigo a nossa Salvação o Santo Escapulário, onde ela afirma "Todo aquele que morrer com o meu escapulário será salvo" a devoção logo se difundio no pequeno povoado e foi assim que ela se tornou nossa excelsa padroeira tendo como dia de festividade 16 de Julho, dia em que ela apareceu a São Simão Stock, no monte Carmelo na Palestina.

16 anos já se passaram mais as obras ainda não se cessaram, e agora chegou o momento mais especial da capela no dia 20 de Julho de 2016 será instalado nessa Capela o Santíssimo Sacramento do Altar, dia de festa e alegria pelas graças alcançadas por intercessão de Nossa Senhora do Carmo. No decorrer desse período a comunidade encontra-se em lenta evolução, porém com grande agilidade de população. 

Acól.Leandro Sousa

Nossa Senhora do Carmo 
Rogai por nós!

Aparição de Nossa Senhora do Carmo

 
 
Após a algum tempo de calmaria, as perseguições reiniciaram com mais intensidade.
Na falta de auxílio humano, São Simão recorria à Virgem Santíssima com toda a tristeza de seu coração, pedindo-Lhe que fosse solícita à sua Ordem, tão provada, e que desse um sinal de sua aliança com ela.
Na manhã do dia 16 de julho de 1251, suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo sua proteção, recitando a bela oração por ele composta:
 
"Flor do Carmelo, Vinha florífera, Esplendor do céu, Virgem fecunda, singular. Ó Mãe benigna, sem conhecer varão, aos Carmelitas dá privilégio, Estrela do Mar!".
 
Terminada esta prece, levanta os olhos marejados de lágrimas, vê a cela encher-se, subitamente, de luz. Rodeada de anjos, em grande cortejo, apareceu-lhe a Virgem Santíssima, revestida de esplendor, trazendo nas mãos o Escapulário dizendo a São Simão Stock, com inexprimível ternura maternal:
 
“‘Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno’’.
 
Essa graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares onde os carmelitas estavam estabelecidos, e autenticada por muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo.

São Simão Stock atingiu extrema idade e altíssima santidade, operando inúmeros milagres, tendo também obtido o dom das línguas; foi chamado a pátria celeste por Deus em 16 de maio de 1265.
 
Nossa Senhora voltou ao céu e o Escapulário permaneceu como sinal de Maria. Na última aparição de Lourdes e de Fátima, Nossa Senhora traz o Escapulário.

São passados mais de 750 anos, desde o dia 16 de julho de 1251. Todos os que trouxeram o Escapulário, com verdadeira piedade, com sincero desejo de perfeição cristã, com sinais de conversão, sempre foram protegidos na alma e no corpo contra tantos perigos que ameaçam a vida espiritual e corporal. É só ler os anais carmelitanos para provar a proteção e a assistência de Maria Santíssima.

O Escapulário é a devoção de papas e reis, de pobres e plebeus, de homens cultos e analfabetos. É a devoção de todos. Foi a devoção de São Luis IX, de Luis XIII, Luis XIV da França, Carlos VII, Filipe I e Filipe III da Espanha, Leopoldo I da Alemanha, Dom João I, de Portugal.

E a devoção dos Papas: Bento XV o pontífice da paz, chamou o Escapulário a "arma dos cristãos" e aconselhava aos seminaristas que o usassem. Pio IX gravou em seu cálice a seguinte inscrição: "Pio IX, confrade Carmelita". Leão XVIII, pouco antes de morrer, disse aos que o cercavam: "Façamos agora a Novena da Virgem do Carmo e depois morreremos".

Pio XI escrevia, em 1262, ao Geral dos Carmelitas: "Aprendi a conhecer e a amar a Virgem do Carmo nos braços de minha mãe, nos primeiros dias de minha infância".
 
Pio XII afirmava: "É certamente o Sagrado Escapulário do Carmo, como veste Mariana, sinal e garantia da proteção e salvação ao Escapulário com que estavam revestidos. Quantos nos perigos do corpo e da alma sentiram a proteção Materna de Maria".
Pio XII ainda chegou a escrever: "Devemos colocar em primeiro lugar a devoção do escapulário de Nossa Senhora do Carmo - e ainda - escapulário não é 'carta-branca' para pecar; é uma 'lembrança' para viver de maneira cristã, e assim, alcançar a graça duma boa morte".
O Papa João XXIII assim se pronunciou: "Por meio do Escapulário do Carmo, pertenço à família Carmelitana e aprecio muito esta graça com a certeza de uma especialíssima proteção de Maria. A devoção a Nossa Senhora do Carmo torna-se uma necessidade e direi mais uma violência dulcíssima para os que trazem o Escapulário do Carmo" Paulo VI afirmava que entre os exercícios de piedade devem ser recordados o Rosário de Maria e o Escapulário do Carmo.

O Papa João Paulo II era devotíssimo de Nossa Senhora e coloca a recitação do Rosário entre suas orações prediletas. Ele quis ser Carmelita. Defendeu sua tese sobre São João da Cruz, o grande Carmelita renovador da Ordem.

John Mathias Haffert, autor do livro "Maria na sua Promessa do Escapulário", entrevistou a Irmã Carmelita Lúcia, a vidente de Fátima ainda viva e perguntou, por que na última aparição Nossa Senhora segurava o escapulário na mão?

Irmã Lúcia respondeu simplesmente: "É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário".

Devoção ao Santíssimo Sacramento

A nossa fé na presença real

            Quero recordar a você que a fé é o único olhar totalmente lúcido que o homem pode ter, porque – no meio das sombras da vida – faz-nos ver as coisas como Deus as vê. Poderíamos dizer que quando a nossa alma se abre à graça da fé, Cristo, o autêntico Sol nascente (Lc 1,78), inunda-a com a luminosidade do Espírito Santo, e tudo na vida fica também iluminado.
            Por que lhe digo isso agora? Porque vamos meditar sobre a devoção ao Santíssimo Sacramento, e acho muito importante começarmos remoçando a nossa fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
            São Josemaria, sempre que estava – em pensamento ou de fato – na presença da Eucaristia, fazia o que ele chamava «um ato de fé explícita: «Adoro-te com devoção, Deus escondido… Creio que és Jesus, o Filho de Maria sempre Virgem… Creio que estás presente com o teu Corpo, com o teu Sangue, com a tua alma e com a tua divindade… Meu Jesus, eu te adoro!».
            É bom lembrarmos isso agora que vamos refletir sobre o amor e a adoração ao Santíssimo Sacramento, não na  Missa e na hora de comungar – pois isso já foi comentado em conversas anteriores -, mas quando encontramos Jesus realmente presente nas Hóstias consagradas que se reservam nos Sacrários das igrejas e capelas.

O tesouro escondido

            Acabo de lhe dizer «quando encontramos Jesus». Mas, será que o encontramos? Cristo, nos Sacrários, é verdadeiramente aquele tesouro escondido  de que fala o Evangelho (Mt 13,44): um tesouro escondido num campo, junto do qual passam muitos sem perceber nada, como se só houvesse lá terra, capim e pedras. Só o cristão que ama a Eucaristia é capaz de encontrá-lo…, cheio de alegria lá onde há um Sacrário. Então, como na parábola, o feliz descobridor compreende que aquele tesouro vale mais que todos os tesouros da terra e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem, e compra aquele campo (Mt, idem).
            Você entende o que isso nos sugere? Você e eu vamos pela rua e passamos diante de uma igreja, um hospital ou um colégio católicos. Lá há um Sacrário, lá dentro está o Santíssimo Sacramento – Cristo vivo! -, e nós podemos passar sem ligar a mínima, como aqueles viajantes indiferentes da parábola do samaritano. Que pena! Você vai dizer-me que anda pela rua distraído, sem má vontade. E eu lhe respondo: «Proponha-se perceber», e corresponda ao amor com que Cristo quis ficar no Sacrário por você, por mim.
            Vou-lhe sugerir algumas atitudes práticas:
            a) Comece refazendo mentalmente os seus itinerários mais habituais. Não precisa para isso nem de mapa nem de GPS. É fácil recordar as ruas e lugares onde você já percebeu que há alguma igreja, capela, etc.
            b) Proponha-se então não passar por esses lugares sem dizer algo a nosso Senhor. Um ato de amor («Jesus, que estás aí, eu te amo»), uma saudação simples e cordial («Jesus, bom dia, me acompanhe hoje no trabalho!»), ou – e essa pode ser uma excelente solução – reze uma «Comunhão espiritual», que consiste em dizer a Jesus que desejaria recebê-lo com amor. «Invente» a maneira de Lhe dizer isso. Talvez o ajude aprender de cor a fórmula de uma bela Comunhão espiritual, que já foi rezada por almas muito santas e que hoje muitos utilizam. Diz assim: «Eu quisera, Senhor, receber-vos com aquela pureza, humildade e devoção com que vos recebeu a vossa Santíssima Mãe, com o espírito e o fervor dos santos».
            c) Aproveito o anterior para acrescentar que a Comunhão espiritual, rezada – bem rezada – em qualquer momento, lugar ou circunstância, tem um grande valor. Veja o que diz João Paulo II: «É conveniente cultivar continuamente na alma o desejo do sacramento da Eucaristia. Daqui nasceu a prática da “comunhão espiritual” em uso na Igreja há séculos, recomendada por santos mestres de vida espiritual. Escrevia Santa Teresa de Jesus: “Quando não comungais e não participais na Missa, comungai espiritualmente, porque é muito vantajoso. [...] Deste modo, imprime-se em vós muito do amor de nosso Senhor”» (Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 34). E Santo Tomás de Aquino afirma que uma comunhão espiritual rezada com fervor, pode alcançar-nos muitas das graças que receberíamos se comungássemos sacramentalmente.
 
A visita ao Santíssimo Sacramento

            São Josemaria dizia: «Quando te aproximares do Sacrário, pensa que Ele! … faz vinte séculos que te espera» (Caminho, n. 537).
            Sim, no Sacrário Jesus «te» espera, «me espera». Está oferecendo um encontro pessoal, e aguardando que nós aceitemos seu convite. Entende a importância de – sempre que possível – fazer todos os dias uma visita ao Santíssimo Sacramento?
            É verdade que Deus está em toda a parte. Mas Jesus vivo e realíssimo, em corpo, sangue, alma e divindade está só no Santíssimo Sacramento. Sua presença deveria atrair-nos como um ímã.
            Como é bom entrar numa igreja, numa capela, numa hora calma, e ajoelhar-nos diante do Sacrário, e olhar para ele, certos de que nosso olhar está se encontrando com o olhar de Jesus, e o nosso coração está sendo atingido pelo calor de seu Coração!
            Veja o que diz sobre isso João Paulo II: «É bom demorar-se com Ele e, inclinado sobre o seu peito como o discípulo predilecto (cf. Jo 13, 25), deixar-se tocar pelo amor infinito do seu coração. Se actualmente o cristianismo se deve caracterizar sobretudo pela “arte da oração”,  como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento? Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!»
            E, citando Santo Afonso Maria de Ligório, acrescenta que «a devoção de adorar Jesus sacramentado é, depois dos sacramentos, a primeira de todas as devoções, a mais agradável a Deus e a mais útil para nós» (Ecclesia de Eucharistia, n. 25).

Festa de Nossa Senhora do Carmo 2016


No dia 03 de junho de 2016 deu-se inicio, o período devocional a Nossa Senhora do Carmo e a Nosso Senhor Jesus Cristo serão 18 dias de agradecimentos e devoção a Virgem Maria Santíssima nossa Mãe, e a Cristo nosso Salvador, os 5 primeiros dias serão de preparação, do nosso interior e exterior, em seguida os próximos 10 dias serão para agradecer honrar e apresentar os nossos pedidos e súplicas a nossa Senhora e os 3 últimos dias será a grande festa da IMPOSIÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO DO ALTAR em nossa capela. Veja em seguida mais informes do que se ocorrerá nestes 18 dias :

☆04/07:Encontro Semanal do grupo Jovens Caminhando com Cristo J.C.C, com Frei.Júlio* ás 19:00hrs PM, na Capela.( * Ainda ñ estar 100% confirmado a vinda do Frei)

☆05/07:Reunião litúrgica ás 19:00hrs PM, na Capela.

☆06/07:Terço Mariano com crianças ás 18:30hrs PM, na Capela.

☆ 07/07: Terço de intercessão, com as famílias da comunidade local ás 19:00hrs, presença do Terço dos Homens de Santa Luzia:Gba do Norte/CE

☆08/07:Procissão de Nossa Senhora do Carmo ás 18:00hrs PM saindo da residência da D.Aparecida do Alto dos Rodrigues. (Obs: Levar velas)

☆10/07:Formação de pais e padrinhos ás 13:00hrs PM, na Capela.

☆16/07:Santa Missa de Nossa Senhora do Carmo e Leilão.

☆17/07:Santa Missa e Batizados, ás 09:00hrs AM.

☆18/07: Encontro Semanal do grupo Jovens Caminhando com Cristo J.C.C, ás 19:00hrs PM, na Capela.

☆19/07:Reunião litúrgica ás 19:00hrs PM, na Capela.

☆20/07:Durante todo o dia haverá momento de oração e louvor. A programação será divulgada em breve.

☆20/07: Santa Missa de Imposição do Santíssimo; ás 19:00hrs PM. Na Capela Nossa Senhora do Carmo.
Divulguem para seus amigos, familiares e colegas para que venham participar conosco desta grande festa. Pois seremos nós que a iremos realiza-lá. Nosso muito obrigado!

Atenciosamente: Acól.Leandro Sousa, (coordenador litúrgico e eventos juvenis)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O Amor e suas Dimensões


Sérgio Biagi Gregório

SUMÁRIO: 
1. Introdução 
2. Conceito de Amor: 
2.1. Vocábulo Polissêmico; 
2.2. Algumas Aproximações. 
3. Histórico. 
4. O Amor Egoísta: 
4. 1. A Revolução da Violência; 
4.2. Sexo, Sexualidade e meios de comunicação; 
4.3. Uma Questão sem Resposta; 
4.4. Festim de Tiros. 
5. Amor Racional: 
5.1. A Maiêutica Socrática; 
5.2. Ghandi e a Política da Não-Violência; 
5.3. Martin Luther king. 
6. Amor de doação: 
6.1. Jesus Cristo é o Modelo do Amor; 
6.2. Santo Agostinho; 
6.3. O Amor Segundo o Espiritismo. 
7. Conclusão. 
8. Bibliografia Consultada.

1. INTRODUÇÃO

O objetivo deste estudo é retratar as várias nuances que a palavra amor enfoca, desde as formas mais rudimentares até àquelas mais espiritualizadas em que o Espírito se sacrifica para auxiliar os outros.

2. CONCEITO DE AMOR

2.1. VOCÁBULO POLISSÊMICO

"Rigorosamente, não é possível dar uma definição do amor. Amor é um vocábulo polissêmico, senhor de uma vastíssima escala de genitivos e também senhor de nominativos vários, chegando a incluir no próprio espaço, segundo a mensagem bíblica, a própria transcendência absoluta: "Deus é amor" (I João I, 18). De fato, são tantas as dimensões, tantos os matizes, tantos os elementos da incidência de vários fatores uns sobre os outros que uma real delimitação conceptual se torna, na prática, impossível. Consegue-se quando muito aproximações." (Enciclopédia Polis)

2.2. ALGUMAS APROXIMAÇÕES

"O amor é uma força primitiva do espírito, avaliadora e criadora de valores, intensiva, capaz de atingir os graus mais variados. É sempre a revelação de uma afirmação da vontade dirigida a um valor reconhecido como tal e apetecido. O amor valora o valor e o valoriza, porque, o que é apetecido, é portador de valor para o amante." (Santos, 1965)
Amor é "a totalidade dos sentimentos e desejos que estruturam o pensamento para a liberação de energia e de forças que guiam a ação na produção do bem e possibilitam a aquisição de qualidades, constituintes do crescimento do Espírito". (Curti, 1981, p.81)
Amor – É uma força tendente a aproximar e a unir, numa relação particular, dois ou mais seres.

3. HISTÓRICO

A história da cultura ocidental apresenta duas raízes: a grega e a judeu-cristã ou bíblica.
A concepção grega está assentada no Eros platônico. Eros começa por ser pobre. Mas, sumamente engenhoso e ativo, ele encontra sempre meio de transcender e de se transcender até atingir o mundo das idéias, designadamente o belo, o verdadeiro e o bem. Ascende "gerando beleza". Ascende, deixando atrás de si – e abaixo de si – um mundo de troféus e de despojos, de aspirações satisfeitas e de imperfeições superadas, de aparências e de ilusões que foram dando progressivamente lugar a realidades autênticas e a formas e idéias verdadeiras.
A concepção grega baseia-se: 1) o mundo é eterno e não criado; 2) que o amar implica em conhecer e o conhecer implica o amar.
A concepção judeu-cristã não partirá nem do mundo nem do homem. Partirá de Deus, Transcendência absoluta. Ele próprio relação amorosa, em si, por si e para si, e que, sendo livre, também por Amor cria para fora de si uma realidade – o Mundo. O amor humano, fundado no amor divino, será pluridirecional e pluridimensional, será ativo e será histórico, será concreto e terá na imitação do próprio Deus, designadamente através de Cristo - imitatio Christi - o seu grande motor.
Do entrelaçamento das duas concepções – helênica e judeo-cristã – é feita a história do amor no Ocidente até os nossos dias, pelos menos, até aos chamados "tempos modernos", com o predomínio ora de uma ora de outra segundo as condições sócioculturais das épocas respectivas. (Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado)

4. O AMOR EGOÍSTA

4.1. A REVOLUÇÃO DA VIOLÊNCIA

Há um amor de posse, disseminado na sociedade, que se traduz pela violência dos dias atuais. E isto é estimulado pelas nações mais ricas e poderosas, principalmente os Estados Unidos da América.
As guerras promovidas por esta nação tinham por objetivo libertar o povo de seus líderes autoritários, mas sempre pela violência. Recentemente, o mundo todo assistiu, atônito, a um só país contrariar todo o Conselho de Segurança da ONU, órgão máximo de regulamentação dos direitos dos países. O pretexto de que havia bombas de destruição de massa até hoje não foi encontrada.

4.2. SEXO, SEXUALIDADE E MEIOS DE COMUNICAÇÃO

Os meios de comunicação social - mass media - veiculam o apelo ao sexo em seus vários matizes, desde a propaganda de produtos até a venda do próprio sexo, como é o caso de muitos filmes pornográficos. As novelas televisivas, para ter audiência, evocam a separação e a troca de parceiros. É difícil observar alguém contente com o que tem. Está sempre interessado no bem do outro.

4.3. UMA QUESTÃO SEM RESPOSTA

Por que uma criança de seis anos mata? Podemos nos valer dos subsídios da Sociologia, da Psicologia, da Filosofia e da Religião. Contudo, a pergunta fica sem resposta, ou seja, não temos argumentos que explicitem tal questão de forma concreta. O jornalista italiano Furio Colombo, correspondente do jornal La Repubblica em Nova York, diz que as crianças matam quando nenhum outro rito de iniciação - escola, família e experiência boa - existe no mundo em que vivemos. Nos Estados Unidos da América, as crianças vêem o bandido, o herói de cinema e o Estado matar. O que se passa no seu interior? Se esta ação é exercitada pelo próprio Estado, por que eu não posso fazer o mesmo? (Reale, 1999, p. 112)

4.4. FESTIM DE TIROS

Michael Mooris, em recente filme, analisou a violência nos Estados Unidos. Como repórter, ele vai à busca das explicações acerca da violência em seu país. O documentário tenta comparar o uso de armas nos EUA com outros países, especialmente o Canadá. No Canadá usam-se armas como nos Estados Unidos, mas lá não se matam tantas pessoas. A explicação que recebeu acerca da violência nos Estados Unidos é que este país construiu o seu patrimônio através de muitas lutas e ocupações, a começar pela expulsão dos índios.

5. AMOR RACIONAL

5.1. A MAIÊUTICA SOCRÁTICA

Sócrates talvez tenha sido o primeiro filósofo a nos dar uma imagem desse tipo de amor. Como todos temos lembrança, ele fora condenado a beber cicuta, em virtude de desobedecer aos deuses gregos e por abrir a mente dos jovens. Na prisão, embora injustamente, soube esperar a sua morte, dizendo que preferia morrer a desobedecer a uma só lei do Estado. Naquela época, a cidade ou a política tinha um valor denominado civitas, ou seja, havia sempre a preocupação de buscar o bem comum. Ele simplesmente não queria atrapalhar o bem comum. Valia-se da persuasão e da razão para conseguir alguma coisa.

5.2. GHANDI E A POLÍTICA DA NÃO-VIOLÊNCIA

Ghandi, cognominado de político da não-violência, afrontou o poderio britânico sem usar nenhuma arma. Preferiu humilhar-se e fazer jejum a levantar uma só arma para atacar o poderio britânico. Este nobre exemplo procurava passar aos seus comandados.

5.3. MARTIN LUTHER KING

Outro herói do apelo a não-violência. Queria conseguir as coisas com as suas idéias de justiça e de liberdade, em que todos deveriam ser beneficiados com a política do estado e não o estado espoliar as pessoas mais pobres.

6. AMOR DE DOAÇÃO

6.1. JESUS CRISTO É O MODELO DO AMOR

Jesus foi o mais elevado e ilustre Espírito que veio da esfera crística para nos dar o exemplo de como amar corretamente. Para começar, obedeceu ao Pai Criador, ao pai terrestre (José). Deixou-se batizar por João Batista. A sua pregação evangélica dirigia-se contra o poderio romano, mas sem desobedecer à lei deste Estado. Um exemplo clássico é o daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Esta foi a resposta que deu à pessoa que lhe mostrou uma moeda, onde em uma das faces estava a figura de César.

6.2. SANTO AGOSTINHO

Há uma frase de Santo Agostinho que diz "Ama, e faze ao que queres". Se calas, cala por amor; se falas, fala por amor; se corriges, corrige por amor; se perdoas, perdoa por amor. O amor deve estar no centro de todas as nossas ações. O que isso quer dizer? Que quando nos relacionarmos com o nosso próximo, devemos fazê-lo dentro de um clima de respeito e de auxílio mútuo, cooperando com tudo o que nos rodeia. (Reale, 1999, p. 122.)

6.3. O AMOR SEGUNDO O ESPIRITISMO

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ensina-nos que o amor resume inteiramente a doutrina de Jesus. Diz-nos que "no início o homem não tem senão instintos; mais elevado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas". (Kardec, 1984, p. 146)


7. CONCLUSÃO

Saibamos exercitar o amor, patrimônio inalienável do nosso Espírito imortal. É através deste sentimento mais puro que o homem pode galgar horizontes cada vez mais vastos na senda escabrosa de sua evolução espiritual.
8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
CURTI, R. Espiritismo e Reforma Íntima. 3. ed., São Paulo, FEESP, 1981.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
Polis - Enciclopédia Verbo da Sociedade e do Estado. Lisboa/São Paulo, Verbo, 1986.
REALE, G. O Saber dos Antigos: Terapia para os Tempos Atuais. Tradução de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 1999. 
SANTOS, M. F. dos. Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais. 3. ed. São Paulo: Matese, 1965.

São Paulo, maio de 2004